Eu olho pra frente e sinto saudade do tempo bom da minha mocidade no peito arde uma dor que me invade contagia tudo e sobe até a mente se não me cuido até fico doente neurose deprimente ontem, hoje e antigamente conforta saber que não vai para sempre depois do novo dia, vai ser diferente depois do novo dia, tudo vai ser diferente só que o novo dia ainda não raiou enquanto espero a alva, fico na companhia do passado mas sem a companhia dos meus antepassados melancolia não é obra do acaso o bam, bam, bam dá risada, enquanto o pobre amarga seu fracasso tudo misturado às lembranças do passado desenhos que antes faziam sorrir, hoje fazem refletir no porvir oh, que doce esperança no porvir eu gozarei do seu rico favor, meu Senhor mas por enquanto um cheiro, um gosto aciona o gatilho do gosto ou do desgosto qem nasce antes morre mais cedo eu olho a morte com carinho e não com medo afinal, ela é a ponte que me ligará a eternidade e é ai que tudo começa de verdade enquanto isso, a depressão invade
eu to sozinho aqui, com tanta gente na cidade bom Deus, tende piedade, pega meu cálice e o afaste quem falou que nunca é tarde é porque não sabe a falta que faz mas o sempre ta sempre lá na frente e a gente sempre cansa na metade quando eu partir irei com a impressão de que já fui tarde se senti, ou se deixei saudades, tanto faz, é tudo passageiro mesmo assim, me leve flores no dia do meu enterro
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